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O que teremos da Zara pro outono/inverno?

Assim como grande parte das Fast Fashion a Zara trabalha com meia estação (outono no caso), e podemos esperar uma coleção mais casual, com peças que possam ser usadas até mesmo em dias menos frios, mas o principal é que tudo indica que a coleção terá uma pegada mais retrô. Isto é o que conseguimos perceber com o que foi apresentado nas passarelas do mundo afora, e principalmente pela onde vintage que estamos sento tomados, no estilo militar em especial.

Um look que é casual no entanto chique, isto falando de casacos e sobretudos de lã, e parcas, algum estilo militar. Os tons de marrom e cinza, estarão dominando as lojas, especialmente as várias tonalidades do marrom, mas pode esperar algum contraste com vermelhos quentes, verdes secos e azuis fortes. O couro também tem sido uma forte componente das grandes casas de moda e principais designers (eu sou contra o couro, tem tanto coisa bacana que simula, imita, enfim, gosto é gosto), vamos ver se a Zara vai seguir o mesmo principio.

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João Pimenta – SPFW Dia 6

João Pimenta apresentou um desfile com o tema “Estudos sobre a forma trapézio para a moda masculina, aplicados aos universos ambientes militares e litúrgicos (religiosos)”. Isso mesmo ele usou como inspiração para sua coleção a aspectos religiosos como o celibatário, os monastérios e até um pouco os monges e freiras. A cartela de cores varia entre o grafite, preto, branco e o interso vermelho sangue utilizado nas igrejas. O ponto alta fica na alfaiataria muito bem trabalhada, porém acho a coleção mais conceitual do que comercial, uma peça ou outra é possível usar nas ruas, e ainda assim agrada mais aqueles homens que são mais antenados a moda.

SPFW Dia 6

Chegamos ao fim de mais uma temporada do SPFW, e para os reviews desse último dia vamos começar com a Glória Coelho, que fez seu desfile no espaço do shopping Iguatemi. Essa foi a coleção mais coloria da Gloria Coelho, e é muito difícil ela errar em uma coleção e essa ficou muito bacana, ela tirou o frio do inverno e colocou as mulheres de legging em todos os momentos, uma coleção mais sport e urbana. As cores predominantes do desfile ficou no vermelho e no preto e o multi tema irreverente foi “Pokémon, motocross, armaduras, anos 30, anos 60, marajás”.

Fernanda Yamamoto chegou com o Washi-ê, que é um processo que funde as fibras de um papel especial com linhas e lã e que requer um cuidado maior as roupas, não pode ser levada, apenas à seco. Ela também trabalhou bastante a transparência na coleção, porém algumas peças fdicaram meio estranhas. O tema do desfile foi “A simplicidade e o simbolismo do círculo”.

Falar do André Lima é complicado, pois é preciso muita personalidade para fazer uma coleção como a dele, que foi focada em vestidos de festa. Cada peça é única e tenho certeza que de cada uma é possível fazer uma nova coleção. E contra tudo que foi mostrado, André lima dispensa o minimalismo e trabalho com o over, mostrando que o mais é mais e sim fica bonito.

Lino Villaventura – SPFW Dia 5

A marca Lino Villaventura apresentou uma homenagem ao SPFW com o tema “Homenagem a Paulo Borges, por ter criado a SPFW; o luxo da originalidade”. Num mar de mesmisse e pouca criatividade, Lino Villaventura com sua tradição na teatralidade natural que suas coleções possuem, conseguiu dar um novo fôlego para o evento que não tinha tido nada de nova até então. “Num momento em que o simplismo e a banalidade imperam, os sonhos sempre vão perpetuar aqueles que se arriscam em sonhar”. Suas palavras no release traduzem à risca seu universo, sempre muito rico na busca por materiais nobres e encorpados, que, com sua habilidade, transformam-se desde em vestes delicadas e sensuais a poderosas armaduras.

 

“Num momento em que o simplismo e a banalidade imperam, os sonhos sempre vão perpetuar aqueles que se arriscam em sonhar”. Suas palavras no release traduzem à risca seu universo, sempre muito rico na busca por materiais nobres e encorpados, que, com sua habilidade, transformam-se desde em vestes delicadas e sensuais a poderosas armaduras

SPFW Dia 5 – parte 2

Fause Haten chegou com o nada em sua coleção, parece estranho, mas foi assim que ele definiu o tema para a coleção (“N.A.D.A.”, simplicidade e essência; Catherine Deneuve em “A Bela da Tarde”), e ele justifica que ao desenvolver ele pensava em cores e não surgia nada, pensava em tecidos e o nada mais uma vez era presente, então resolveu aceitar e trabalhar com o nada que dominava sua mente, e de fato, ele limpou os excessos e deixou uma coleção muito bonita e criativa. Em primeiro momento achei a coleção meio sombria meio vampiresca, mas gostei bastante do trabalho com couro e seda, e a forma que ele trabalhou com uma silhueta mais seca e reta.

Jefferson Kulig chegou com com bastante renda, e será o forte de sua coleção outono/inverno. Os looks da coleção são bem básicos, mas acho que com pouco apelo comercial, poderiam ter sido mais criativos. O ponto alto no meu ver ficou nas maxi estampas utilizadas em alguns vestidos e camisetas com temas de animais como gatos, girafas… Kulig também fez o uso das taxinhas em couro e o preto e azul marinho foram predominantes na coleção.

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