A chuva…

Eu pensava sobre a inocência. E comecei a escrever. Chovia. Eu pensava sobre a inocência febril de alguns olhos tão carinhosos que já me fizeram chorar. Eu era uma urgência. Meus dedos balançavam querendo dizer alguma coisa. Querendo sentir prazer. Eu era o quase. Eu era o prestes a.
Eu sentia um calor. E eu era eu. Eu sentia o perto. Que estava para chegar. Eu precisava da presença. Eu precisava imaginar que ela estava tão próxima que na minha próxima distração eu esbarraria de leve em seu braço fazendo meu corpo entender que ali estava o novo corpo onde eu poderia repousar.
Eu. Era uma emergência. Eu era um todo querendo acontecer. Eu era um sorriso de graça. Um beijo que transpassa minha capacidade de querer. Eu sabia, sentia que tudo era o que estava por chegar. Eu atendia o telefone. Eu ria. Eu olhava tão desesperadamente calmo que minha pele parecia seca em minhas mãos e eu já nem era mais tão bonito. Era uma ferida que não queria cicatrizar. Eu era facilmente traduzido por palavras pouco novas.
Eu era uma inspiração antes do motivo. Eu era uma busca. Eu era sem sentido. E ainda assim seguia.

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Sobre Gustavo Oliveira

22 anos, Publicitário, Mau-humorado, seco, sarcástico, cáustico, até brincalhão e simpático as vezes. Nem sempre.

Publicado em dezembro 17, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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