Comer, Rezar, Amar

Após ouvir muitos comentários sobre o filme “Comer, Rezar, Amar”, resolvi dedicar parte do meu tempo para poder tirar minhas próprias conclusões sobre o filme.

Mas vamos começar falando sobre o livro, conheci a história a algum tempo pelo grande sucesso que essa livro fez, tanto que virou filme e com ótimos atores no elenco.

A história é sobre a escritora Elizabeth Gilbert, que narra a própria história, uma mulher que basicamente poderíamos rotular como “perfeita”, afinal bem sucedida, casada, respeita em seu meio, porém nada na vida é flores e o jardim do vizinho é sempre mais verde, e toda essa perfeição acabou quando ela resolveu se divorciar de seu primeiro marido, decisão que fez a vida dela virar de cabeça pra baixo, e é ai que a história começa, na crise existencial que ela começa a viver, e na busca de si mesma que ela transparece.

Todo esse turbilhão de emoções que ela estava sentindo a fez tomar um decisão, de passar um ano viajando para encontrar os valores perdidos com o passar do tempo, e assim o fez, dividiu o ano em três roteiros, 4 meses em cada parte para poder reaprender o que a rotina a fez esquecer, a primeira parada foi em Roma onde dedicou-se ao prazer de fazer nada, de desfrutar os sabores que a vida oferece, a segunda parada foi na Índia onde dedicou-se a encontrar seu equilíbrio espiritual e a última parada foi em Bali onde as emoções ficam mais a flor da pele e onde consegue balancear as experiências anteriores absorvidas, é onde ela aprende a amar e que perder o equilíbrio por amor é a melhor forma de manter a vida equilibrada.

O livro é escrito com uma certa ironia charmosa e um humor inteligente, e é um relato sobre a importância de assumir a responsabilidade pelo próprio contentamento e parar de viver conforme os ideais da sociedade.

Já o filme por tudo o que ouvi tinha tudo para ser apenas mais um, mas vou confessar que ele conseguiu ilustrar e sintetizar muito bem o contexto do livro. No papel da Elizabeth Gilbert ninguém menos que Julia Roberts que revive as aventuras ao redor do mundo e as desventuras amorosas de Liz.

Tanto o livro quando o filme desperta aquele espírito andarilho que todos temos e a vontade de sair pelo mundo e conhecer novas culturas, novas pessoas e novas experiências.

A trilha sonora do filme é sensacional com muita bossa nova de Bebel Gilberto e João Gilberto, e “Better Days”, musica composta especialmente para o filme por Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam.

Basicamente gostei muito do filme é uma boa pedida, mas aconselho a ler primeiro o livro que envolve melhor e o filme vai ser um complemento.

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Sobre Gustavo Oliveira

22 anos, Publicitário, Mau-humorado, seco, sarcástico, cáustico, até brincalhão e simpático as vezes. Nem sempre.

Publicado em outubro 25, 2010, em #ficadica. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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