O brilho não apaga…

Vou contar a história de uma senhora, que me chamou a atenção por meu seu amor e dedicação.
Hoje logo cedo ao ligar a televisão antes de ir trabalhar, um ato raro, estava passando a reportagem sobre uma senhora que ama o que faz e que continua com sua profissão a setenta e cinco anos, e que por acaso me fez chegar atrasado hoje.
Vamos dizer que sua profissão, nada mais é do que fazer riscos em um papel branco, desenhar o preto no branco, expressar seus sentimentos em rabiscos, dos retos aos sinuosos. Suas ferramentas são simplesmente um lápis e uma folha de papel.
Seus riscos são nada mais que letras, palavras, frases, expressão de sonhos que tomam forma, vontades, desejos dos realizados aos mais impossíveis de se realizar, tudo marcado em um pedaço de papel que em um futuro curto será visto, apreciado, lido, compreendido, admirado, relido.
Aquela senhora, com olhar de criança, que estava no programa hoje, é uma alfabetizadora, uma pessoa que dedicou sua vida para ensinar e educar, uma pessoa que enfrentou dificuldades e barreiras para poder ver encantamento das crianças ao aprender, o brilho nos olhos pelo querer saber mais, e fazer de seu sonho realidade, que é fazer com que as pessoas tenham acesso a leitura e escrita.
Após esta matéria parei para pensar no propósito da vida. Quantas pessoas que já chegaram ao fim dela e não conseguiram deixar para seus herdeiros nada com que se pudesse aproveitar. – Como isso é vazio e como é estranho – Pois a graça da vida é compartilhar momentos, momentos de sabedoria, momentos difíceis, momentos e mais momentos, e isso independe da profissão, e sim na satisfação em exercê-la.
Tente fazer todo o possível para que a sua vida valha um pouco mais do que a miséria e marasmo de uma rotina que te apaga e afoga nas águas geladas da insatisfação pessoal. Faça o que lhe da prazer, pois você será lembrando e reconhecido por isso, mesmo que para isso tenha que passar por dificuldades, pois no final, terá valido apena.

Anúncios

Sobre Gustavo Oliveira

22 anos, Publicitário, Mau-humorado, seco, sarcástico, cáustico, até brincalhão e simpático as vezes. Nem sempre.

Publicado em julho 13, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Gu, que história bonita!
    Estamos na era da informação, mas ainda sinto que as pessoas tem medo de compartilhar o que realmente sabem, medo de dividir o conhecimento… será medo de perder seu lugar no mercado? Sei lá… penso que quem é bom de verdade não precisa ter esse medo.
    Quanto a profissão que essa senhora tanto ama, vemos que são poucos os que a escolhem e muitos dos que a escolheram estão desmotivados, não dando o melhor de si e com certeza não recebendo o reconhecimento que merecem.
    Histórias assim precisam ser compartilhadas para servir de incetivo, para valorizar aqueles que com certeza nos ajudaram e ajudam (afinal ainda estamos na faculdade) a ser quem somos.

    Beijo

    • Quem tem medo de compartilhar conhecimento, não está seguro com o que sabe, pois só divindindo é que conseguimos somar conhecimento.
      Já vi que esse post pode gerar um novo post pra ca e pro ‘Desastres’… Dedicar algo para quem dedica seu tempo compartilhando tudo que sabe, para que assim alguém consigua aprimorar, ir mais além (nós meros universitários por exemplo).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: