Ficou legal, só que…

(Texto por Renan Luna)

Se tratando de publicidade, esta com certeza é a frase mais temida pelo pessoal da criação/redação/fotografia e agregados. Ao serem proferidas, estas quatro palavrinhas, fazem todas as pesquisas, esforços, testes e rascunhos desta peça caírem por terra.

Todos sabem que isso é comum, quase diário na rotina criativa, então como se preparar para o baque e não enlouquecer já que sempre (sempre mesmo) o cliente solta essa sentença aos 45 do segundo tempo?

Para responder essa questão é preciso entender alguns pontos antes: nada pode ser criado sem que se coloque os três ingredientes básicos na fórmula – Pesquisa, suor e amor.

– Pesquisa é essencial para entender o que o cliente quer, como ele faz, qual seu cliente e como é sua abordagem;

– Suor, exemplifica o esforço danado que temos para transformar os dados da pesquisa em imagens, formas e textos que transmitam tudo que o cliente quer e precisa;

– E amor, sim amor! Você já viu o resultado de alguma coisa sair boa sem usar bom e velho amor? Então, adicione um pouco de amor em tudo que você faz.

Legal, você seguiu a receitinha de criação acima e obteve um resultado maravilhoso, uma obra-prima, sua verdadeira Monalisa, a Capela Sistina de sua carreira (tá acho que vocês já entenderam), só que na hora da aprovação vem o balde de água fria, O cliente profana a bendita frase: “Ficou legal, só que…”. Calma, o momento é crítico, mas ainda não é o fim do mundo!

Vocês se lembram da receita de bolo acima? Então, a pesquisa te rendeu dados para mais de uma campanha (se não rendeu ela foi terminada antes de estar pronta, retome-a), do suor devem ter saído vários layouts, chamadas e textos, aproveite algum deles, mas, e o amor?

Como diz o ditado: “amar é deixar partir”, então, se você realmente colocou amor nesta criação, saberá deixá-la partir sem muita dor (Dica: antes das alterações salve uma cópia da criação para seu acervo pessoal, isso ameniza um pouco o sofrimento), afinal ela é apenas uma obra comercial, não um retrato de sua aura.

Então, mãos a obra Bitchô, tem muitos jobs esperando para serem criados e modificados ao bel prazer de seu Deus (que neste caso é o cliente mesmo) que não entende nada de criação, diagramação ou redação publicitária, mas que paga seu salário e que nesse caso ele entende mais de qualquer assunto do que você.

Moral da história: Trabalhar com publicidade é um emprego como qualquer outro só que com algum glamour, expressão artística é outra coisa e você realmente não é pago para utilizá-la, salvo algumas óbvias exceções, é claro.

(Texto por Renan Luna)

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Sobre Gustavo Oliveira

22 anos, Publicitário, Mau-humorado, seco, sarcástico, cáustico, até brincalhão e simpático as vezes. Nem sempre.

Publicado em julho 12, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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