O tempo não para…

As ruas não param, o trânsito de pessoas e carros que sobem e descem nas ruas e avenidas movimentam a cidade vinte e quatro horas por dia, sem intervalo para descanso. Dedique pelo menos alguns minutos de sua vida para olhar pela janela de vidro que está a sua frente para a olhar essa grande metrópole que está diante de seus olhos e que muitas vezes passa desapercebida pela correria do dia a dia, repare no movimento, no fluxo de pessoa, como ele se repete mesmo com carros e pessoas diferentes, mas o que mais me impressiona agora, não são os carros, e sim olhar para o relógio e ver que o sol mal nasceu, ainda estou meio sonolento, querendo voltar para o aconchego de minhas cobertas e do lado de fora da janela estão todos tão apressados e acordados. Sei que ao aceitar que tenho que acordar e enfrentar o dia, a pior parte ainda nem chegou, que é encarar um ônibus lotado, com pessoas estranhas, porém muitas delas dividem os mesmos devaneios que os meus em manhãs e dias diferentes. Dentro do ônibus sei que também vou encontrar pessoas que ainda dormem, outras que ainda sonham e muitas que com a cara amarrada de desilusão seguem para algo que não lhe fazem felizes. O caminho que o ônibus percorre, mesmo sendo familiar, muitas vezes parece durar uma eternidade para chegar no local desejado, e muitas vezes ao chegar no trabalho sei que muitas fezes o dia não será como o esperado, afinal nem todos os dias são com o céu azul e com o sol iluminando, mas mesmo nos piores dias tiro pelo menos alguns minutos para pensar sobre a vida, sobre as minhas filosofias falhas que para muitos pode não fazer sentido, mas é ela que me faz ter a coragem de me levantar todos os dias de minha cama antes do sol nascer e voltar para ela depois dele ter nos deixado a muito tempo, e enquanto penso escuto o tique taque do relógio e me lembro que o tempo não para e que tenho que voltar para o turbilhão da realidade, afinal ela não nos da muito tempo, e se não corrermos juntos com todos, nossas vidas passaram por nossos olhos, tudo é sempre muito rápido. Em muitos momentos gostaria que o relógio parece por alguns minutos, mas se ele parece como iria saber quanto tempo passou? O problema não é o relógio tiquetaquear em minha cabeça, e sim aprender a aproveitar as horas, apreciar os minutos e se divertir no milésimos que nos resta.

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Sobre Gustavo Oliveira

22 anos, Publicitário, Mau-humorado, seco, sarcástico, cáustico, até brincalhão e simpático as vezes. Nem sempre.

Publicado em julho 3, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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