Rasgação de seda

Texto por Iara Camila

Rasgação de seda

Confesso que me senti lisonjeada ao receber o convite do meu amigo pra fazer textos para esse blog, que apesar do nome “comédia da vida alheia”, ainda não apareceu nenhum post a respeito.

Então que o meu seja o primeiro.

É incrível como algumas coisas nos surpreendem nessa vida. Quem diria que essas pessoas fariam parte das vidas umas das outras após um ano de convívio e que vários momentos não teriam acontecido sem elas?

Não existiriam as melhores notas no curso de Design, nem os cafés da manhã e da tarde nos sábados acalentados por mimos da mãe de um dos integrantes. Não existiriam as intrigas do grupo, nem os ciúmes passageiros.

Não existiria aquela manhã de sábado meio nublada, no qual em meio a uma imensa vontade de ir ao Ibirapuera, mesmo na chuva, fomos surpreendidos pelo primeiro assalto da minha vida.

Não existiria aquela balada que em meio a tantas tequilas pudemos ver o sol nascer, nem haveria tantos outros dias de gargalhadas, aprendizado e camaradagem.

Cada um tem um modo de ver a vida, de correr atrás dos objetivos e perspectivas, mas todos temos algo que nos une profundamente – ainda não descobri o que é, quem souber, por favor me explique! – mas esse laço parece jamais afrouxar, mesmo quando há desencontros, intrigas ou injúrias, sempre voltamos e damos as mãos novamente.

É, não consegui fazer comédia com meu texto… Juro que tentei, mas é difícil quando se trata de amizade. Espera, não é difícil fazer comédia, o difícil é descrever situações das quais leitores comuns, alheios às nossas vivências entendam e achem graça.

“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante (…)
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso (…)
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta (…)
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto: e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.”
Oscar Wilde

Texto por Iara Camila

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Sobre Gustavo Oliveira

22 anos, Publicitário, Mau-humorado, seco, sarcástico, cáustico, até brincalhão e simpático as vezes. Nem sempre.

Publicado em maio 24, 2010, em #postavc, Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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